A Arte Interativa de maneira alguma veio para substituir outras manifestações artística já ditas clássicas, mas sim, aos poucos tenta se integrar a esse grande universo onde a palavra “interação” vai muito além de simples interfaces que respondem a certos estímulos físicos (vide: celular e caixas eletrônicos).

É sabido que a relação com o mundo digital, com os códigos computacionais e conduções eletrônicas, é parte integrante dessa nova expressão, mas ao mesmo tempo acredito na arte interativa como uma arte feita para se tocar, para se sujar e sentir a ação,  não apenas do tempo, mas também do humano.

O “movimento que vem da máquina” vem também de nós mesmos. Ao invadirmos esses ambientes imersivos, nos sentimos [e efetivamente somos] parte da obra – fisicamente falando. É algo como criar um roteiro de uma ficção onde os personagens tem a autonomia de decidirem por si mesmos quais caminhos querem percorrer. Um novo mundo paralelo onde quem cria as regras é o artista, mas nesse acaso controlado quem dita o modo como elas serão subvertidas é o público.

E, se estamos falando de arte, quiçá esse mundo não seja tão paralelo assim e nossas ações aqui, se reflitam analogamente .

O Quarto do Artista em Arles
instalação interativa

360º matchbox pinhole camera
Interactivos? Birmingham 2014