PRESENTATIONS & AWARDS

TADAEX08 - Mohsen Gallery | Tehran | Iran | 2018

 

to have all the eyes of the world, except yours

“Faceless” is an interactive installation that, despite its dystopian futuristic arrangement, is set in the here-now. The sense of reality we feel when we come into contact with the artist’s productions is related not only to the responsive and multisensory aspects of his ingenious computer codings but also to the bother of realizing that there is something more that Ski is saying: something about our to be in the contemporary world.

In this sense, “Faceless” is an exercise in experimenting with our social boundaries: the desire to be noticed, the impatience to check cellphone notifications, the fear of being ignored, and a lack of awareness about the effects of our own exposure on social networks.

In a permanent game of seduction and distraction, we are placed in a paradox of conditionality and conformity. That is, our individual needs and our personal desires are being transformed into consumer objects that are within reach and available to the “internet of things”.

Using the technology itself to talk about its impact, Rafael Ski addresses the question of how we confuse personalized with personality, individuality with individualism and, when everyone has the same face, no one has more face.

O Andar de Baixo | Juiz de Fora | Brasil | 2018

 

ter todos os olhos do mundo, menos os seus

Faceless é como uma esquina movimentada de uma grande cidade. Por trás do concreto e das câmeras, das telas e das janelas, existe um emaranhando de fios: todo um sistema (no sentido computacional e político) operacionando nosso modo de vida, acompanhando cada movimento que fazemos.

Estes fios cruzam nossos dados pessoais aos princípios vigilantes de Bentham, às noções do big brother de Orwell, à atualidade dos conceitos de Foucault, às cifras de Mark Zuckerberg, às fazendas de robôs produzindo likes… Está tudo plugado. Ou bugado mesmo.

Apesar de seu arranjo futurista e meio distópico, Faceless é uma instalação interativa ambientada no aqui-agora: na realidade da telepresença. O princípio da vigilância foi atualizado, adicionando a versão contemporânea do “desejo de olhar”. Isto é, a vontade de ver e ser visto.Atrás das milhares de telas que nos cercam, existe uma estrutura de poder.

E, a partir desta obra, Rafael Ski revela essa estrutura, denunciandoos sensores vigilantes e os censores furtivos que configuram nossa experiência de sociedade atualmente. O Big Brother deu lugar ao Big Data e nessa jogada, substituímos identidade por dados.

O projetofoi inicialmente desenvolvido com o patrocínio da lei de incentivo à cultura “Lei Murilo Mendes” de Juiz de Fora / MG – FUNALFA, edição 2015.