Uma exposição interativa em que fotografias de um mesmo lugar em épocas diferentes são projetadas e descobertas a partir do movimento da silhueta do participante em contato com a obra, que vai continuamente, revelando as imagens sobrepostas.

Palimpsestos são pergaminhos nos quais se apagou o primeiro registro escrito para o reaproveitamento por outro texto. Nestes pergaminhos, havia uma escrita sucessiva de textos a partir da raspagem do anterior, entretanto, não era possível apagar totalmente os caracteres antigos, que muitas vezes, se mantinham visíveis e ainda possíveis de serem recuperados.

A utilização de fotos antigas e atuais de um mesmo lugar, de ruas, praças e prédios, permite a visualização de casarões antigos, símbolos de outra época que são “apagados” constantemente para dar lugar a uma nova paisagem, uma outra arquitetura e organização da cidade, através da refuncionalização do local, como sua transformação em um estacionamento rotativo.

PRÊMIOS E MONTAGENS

 

Corredor Cultural de Juiz de Fora

Museu Ferroviário Juiz de Fora | MG | Brasil. 2015.

 
 
 
 
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Corredor Cultural de Juiz de Fora. Museu Ferroviário | Juiz de Fora | MG | Brasil | 2015

Há um silêncio implícito nesse ambiente, um peso sustentado por cabos de aço, e portas e janelas arrancadas de seus locais de origem. São partes isoladas de um organismo que já foi vivo, outrora preenchido pelas relações de quem o frequentou. Testemunhas de sua própria dissolvição, essas janelas se dependuram na galeria, em silêncio.

 

FESTIVAL CONTINUUM
5º Festival de Arte e Tecnologia do Recife.
Recife | PE | Brasil. 2014

Unidade Cultural dos Correios | Recife | PE | Brasil | 2014

Site Oficial

O Continuum – Festival de Arte e Tecnologia do Recife realiza este ano sua 5ª edição. O Festival propõe uma interface de experimentação entre arte e tecnologia em múltiplas plataformas e linguagens, com obras que convergem estéticas artísticas com aparato tecnológico.

continuumfestival.com

Zona de Obras

Por quinta edición consecutiva, el encuentro que une conceptualmente al arte con la tecnología vuelve a abrir sus puertas en la ciudad de Recife. Este año, el tema escogido es la memoria, en todas sus formas posibles…

www.zonadeobras.com

.agradecimento especial.

CARÚ RESENDE
.produção.

 

Palimpsesto

Lei de incentivo à cultura “Lei Murilo Mendes 2010″.
Exposição no Centro Cultural Murilo Mendes – CCBM
Juiz de Fora | MG | Brasil. 2012

 
 
 
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CCBM | Juiz de Fora | MG | Brasil | 2012


Esta mostra não se baseia em saudosismos, para o tempo não há pausas, porém, por muitas vezes na história a máquina do progresso foi usada como escudo e argumento para diversas barbáries contra tudo o que esteve em seu caminho. Aos dicionários, a ideia de preservação parece ser o antônimo de desenvolvimento, ledo engano!

WEBSITE em 2012

IMPRENSA

Tribuna de Minas

Mostra interativa de fotos compara JF hoje e ontem.

http://www.tribunademinas.com.br/mostra-interativa-de-fotos-compara-jf-hoje-e-ontem/

Portal PFJ

Prefeitura de Juiz de Fora – Funalfa

http://www.pjf.mg.gov.br/noticias/imprimir_noticia.php?idnoticia=34104

EQUIPE

Equipe e Agradecimentos

Rafael Ski
Proponente do projeto
Direção geral
Identidade visual

Rafaella Lima
Direção de Produção
Fotografia

Luiz Cláudio Santana
Projeto Arquitetônico

Eduardo Rosseti
Programação artística

Gustavo Neri
Luíza Costa
Ilustrações

Oswaldo Lioi
Consultoria artística

Bruno Abadias
Gulherme “Visconde”
Edição das entrevistas

Equipe e Agradecimentos

Igor Resende
Guia expositivo

Flávio Abreu
Contação de histórias

Yuri Resende
André Nogueira
Leka Fernandes
Igor Schafer
Bruno Abadias
Luiz Cláudio Santana
Ingrid Haratani
Alberto Carvalho
Isabela Atanasio
Débora Reis
Assistentes Cenotécnicos

Marcelo Lemos
Marcos Kopschitz
Ramon Brandão
Maria Martins
Depoimentos

Equipe e Agradecimentos

Marcelo Lemos
www.mariadoresguardo.blogspot.com.br
Fotos antigas

Ramon Brandão
Apoio artístico: Objetos de cena

Elizete Menegat
Marcos Kopschitz
Yussef Campos
Mesa de debates

Fábrica do Futuro
Suporte Técnico

Agradecimentos Especiais
a todos os amigos que contribuíram de diversas maneiras para que esse projeto pudesse ser realizado.

Esta mostra não se baseia em saudosismos, para o tempo não há pausas, porém, por muitas vezes na história a máquina do progresso foi usada como escudo e argumento para diversas barbáries contra tudo o que esteve em seu caminho. Aos dicionários, a ideia de preservação parece ser o antônimo de desenvolvimento, ledo engano!

 

Exposta junto ao
“2º Seminário Internacional de Gestão Cultural – Espaços Culturais“
Belo Horizonte / MG / Brasil. 2010.

 
 
 
 
 
 
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Centro Cultural CentoeQuatro | Belo Horizonte | MG | Brasil | 2010

MAIS QUE SOMENTE PASSADO

Da terra do memorialista Pedro Nava, provém o jovem vídeo-artista Rafael Carvalho. Recém chegado a Belo Horizonte, cidade rememorada na obra do escritor-conterrâneo. SKI, pseudônimo do vídeo-artista, inicia-se na capital mineira com seu trabalho Memórias (apenas) Visuais. Provavelmente algumas das imagens mostradas por ele permearam a retina e o imaginário de Nava e compõem as belas páginas de Beira-Mar. Mais do que um baú de concretos, a obra do jovem juizforano não pretende prantear o que jaz, apesar da impávida e inegável beleza da arquitetura de outrora. O que me agrada em seu trabalho, é que o artista não se perde em meio aos algoritmos, ao fetichismo do uso excessivo da tecnologia em diálogo com a arte. Recria em imagens e solicita aos gestos dos observadores o mergulho à memória. “Ninguém esquece coisa nenhuma”, diria o Poeta Bissexto.

A anamnese sensorial promovida pela interação com a obra é seminal para despertar no público muito mais do que a comparabilidade entre “ontens” e “hojes”. À guisa de Baudelaire, flaneuriamos pelos construtos e destroços de tempos idos, repensando o que fomos, o que somos e o que objetamos a ser. A kinese do nosso corpo em frente à obra, debulha a imagem art noveau, eclética, art decó, modernista e transfiguram-nas em sua grande maioria em espigões que ferem a memória da paisagem e os nossos fóveos sentimentos. Com o seu singelo, porém nada simplório trabalho, Rafael Ski nos desperta que a cada instante fabricamos memórias, não apenas visuais e através da sobreposição temporal desconstrutora questiona a fugacidade hodierna do tempo-demolidor que engendra “ruínas” sobre arquiteturas que já se encontra num passado remoto, junto às primeiras frases deste texto…

.por Bruno Abadias

2º Seminário Internacional de Gestão Cultural – Espaços Culturais
Belo Horizonte / MG / Brasil. 2010.

AGRADECIMENTOS
.Alberto Cezar de Carvalho     .Rafaella Pereira de Lima     .Cesar Piva
.Bruno Abadias    .Gabriel Bilig    .Italo Bacci    .Cláudio Santos

 

Exposta junto à
Exposição coletiva itinerante
“Geografias Imaginárias – Subjetividades Mediadas“.
Cataguases / MG / Brasil. 2010.

 
 
 
 
 
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Museu da Eletricidade | Cataguases | MG | Brasil | 2010

Fotografias de um mesmo lugar em épocas diferenciadas são descobertas a partir do movimento da silhueta do participante. Memórias (apenas) Visuais traz um diálogo sobre os antigos casarões e fábricas, símbolos da modernidade de uma outra época, que foram demolidos para dar lugar a uma nova arquitetura urbana, mais rápida, reta e fria.

O objetivo não é resgatar e manter o passado intocado, é mostrar como se dá a construção e mudança do espaço urbano e como ele é ocupado de formas diferenciadas de acordo com a necessidade de modernização.

Essa descoberta é feita através da projeção de duas fotos sobrepostas de um mesmo lugar em épocas diferentes. Ao passar em frente à projeção, a silhueta do participante é desenhada na tela e revela a imagem que estava encoberta.

De tempos em tempos haverá a substituição das fotos, possibilitando um aumento no raio de percepção do público. Um exemplo de fotografias a serem usadas é a transformação de um casarão do início do século XX em sua nova ocupação: um estacionamento.

AGRADECIMENTOS
.Alberto Cezar de Carvalho     .Rafaella Pereira de Lima     .Cesar Piva


Exposição coletiva itinerante “Geografias Imaginárias – Subjetividades Mediadas“.
integrando o 2º Festival Ver e Fazer Filmes.  Cataguases / MG / Brasil. 2010